domingo, 5 de dezembro de 2010

one more letter, for you



meu amor,
escrevo-te mais uma carta, sentada à beira-mar num dia de chuva, para te confessar a minha vontade inexplicável de correr feita louca para os teus braços como se fosse orfã, como se não tivesse ninguém a quem dar um simples, um abraço apertado. porquê? porque te amo,  porque te odeio e porque te vejo por todo o lado, como se os meus olhos fossem espelhos e tu te reflectisses neles. amo-te porque tu és tu, e odeio-te porque me magoas, e me dás facadas, não nas costas.. mesmo no meu coração, e por muito que saibas que ele é frágil, no momento em que me vais atingir tudo se varre da tua mente, num abrir e piscar de olhos. é como se o vento te levasse tudo aquilo que dizes sentir, é como se o vento levasse todas as tuas dúvidas, que voltam tão rápido para ti,- parecendo até que alguém te está a sussurrar ou até mesmo a seduzir para que não me dês a mão e te rendas a mim, àquilo que sentes e não és capaz de me confessar,- mas sei que um dia, um dia tudo o que me transtorna a mim, te irá tirar a ti noites de sono, te poderá até tirar esse teu sorriso lindo, o teu sorriso de orelha a orelha que me fascina e que me inspira, todos os dias.. e por mais que te refugies no teu silêncio, ele mesmo me confessa, juntinho ao meu ouvido que a indecisão é o teu grande problema, e que esse mesmo problema só tu poderás resolver, mas tu foges, não te sentes capaz de resolver, ou não o queres resolver.. e enquanto estás nesse 'vai e vem', eu não sou absolutamente ninguém, e não vejo ninguém, e o meu ninguém.. és tu! sei que nunca irás corresponder comigo nestas pequenas grandes cartas, que no fundo são infinitas, que no fundo dizem tudo e nada, e que no final.. a moral da história é: amo-te meu anjo, meu diabo.
                                                                                                                                                          with love,  
                                                                                                                                     sara.
    
«as coisas vulgares que há na vida não deixam saudades, são as lembranças que doem ou fazem sorrir»

2 comentários:

  1. nem sei o que dizer sári. não importa aquilo que nos distingue, mas sim aquilo que nos une. e tu sabes, que aconteça o que acontecer, eu vou sempre querer saber de ti. *

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  2. aquilo que nos distingue, também nos aproxima. e se nos voltamos a aproximar foi porque o destino assim o quis. és e sempre serás a marlene de sempre.

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