quinta-feira, 26 de agosto de 2010
como as pedras da calçada.
por vezes sinto, por vezes sonhos e acredito que sou como uma pedra suja, gasta, uma pedra da calçada. pisada todos os dias, quer sinta quer não, pisada por centenas e centenas de seres. mas há algo que me diferencia de uma pedra. todas as pedras são duras, difíceis de quebrar, eu não. quebro-me facilmente, sou frágil, e quando quebro, é difícil reconstruir-me. volto a ser uma pessoa, um ser cujos sentimentos nos permitem ser ou não felizes, volto a sê-lo aos poucos e poucos, lentamente e com cuidado para não me quebrar de novo, como se fosse uma boneca velha, estragada, nas mãos de uma criança feliz. os sentimentos podem-nos matar, de uma forma ainda mais dolorosa que uma facada no peito, um tiro na cabeça. mas, os sentimentos são maus? ou serão bons? os sentimentos têm tantas personalidades, existem para nos testar, nos agradaram e nos fazerem mal, eles sentem-se bem, sentem-se sempre bem, como uma pedra da calçada, cuspida, molhada e pisada.
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esta lindo Sari! amo-te
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